Entrevista a Rui Gouveia – Kazulo.com

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kazuloNo seguimento das mini entrevistas que temos publicado aqui no naWEB2, a seguinte foi realizada a Rui Gouveia, CTO, da Elemento Digital.
Esta empresa tem sede em Setubál e quer deixar o seu cunho pessoal no panorama da WEB2.0 em Portugal.

Como surgiu a ideia de criar o Kazulo.com?
A ideia partiu do departamento de Inovação da Elemento Digital.
A empresa dedica-se há mais de 6 anos ao desenvolvimento de soluções web para empresas e marcas, mas sempre esteve presente a possibilidade de apostarmos também em projectos próprios.

Como definem o Kazulo.com?
O Kazulo pretende ser um portal aglutinador de conteúdos e serviços Web2.0, com uma comunidade activa e participante.
Será um balão de ensaio para ideias que gostariamos de desenvolver e disponibilizar online.
Nesta fase Beta está dividido em 3 áreas principais:
- Serviços: directório de sites onde as tags são a principal forma de categorização; os Favoritos um serviço de social-bookmarking ainda em desenvolvimento e uma área de fóruns para dar suporte aos restantes canais.
- Canais temáticos: dedicados a várias áreas de interesse e para vários targets;
- Blogs: onde pretendemos criar uma rede de blogs de referência;
Assumidamente queremos ser a médio prazo uma referência no panorama dos portais nacionais.
O crescimento irá passar por várias fases e não existe um timeline e objectivos fechados. Até porque queremos que o projecto seja versátil e com capacidade de adaptação rápida a novas ideias e realidades.
O Kazulo foi pensado e criado de raíz com a possibilidade de, rapidamente, podermos desenvolver e incorporar novos serviços ou canais numa plataforma tecnológica comum.
Acreditamos que esta agilidade nos vai permitir disponibilizar rapidamente inovações que consideramos interessantes e assim servir de alavanca à notoriedade do Kazulo.
Para além disso, a plataforma tecnológica é também multilingue, o que facilitará a internacionalização do projecto (ou parte dele) para vários idiomas.
A estratégia a curto prazo é continuar a crescer os conteúdos através de uma equipa editorial própria, mas também com parcerias com publicações e bloggers.
Em termos de serviços, o objectivo é apostar forte no conceito de comunidade e personalização.

Como vê o fenómeno da Web2.0 em Portugal?
Duma forma positiva embora lenta.
É excelente ver tanta gente a dinamizar o crescimento da Web2.0 em Portugal, desde grande portais como o Sapo, até start-ups como a Ideavity (Mingle), a Connecty (Origo), às iniciativas de comunidade como as redes de blogs ou o Belacena.com.
E começamos também a ter alguns sucessos lá fora, como a Webreakstuff ou o Vivapets.com.
Tudo isto são sinais de vitalidade e capacidade dos portugueses, contudo acho que podiamos avançar mais rápido com uma maior consciencialização e evangelização para a Web2.0.
É o que a Elemento Digital tem tentado fazer junto dos seus clientes.

Quantos feeds RSS subscreve?
Algumas dezenas, distribuidos por várias categorias… da Web2.0 e Internet, à programação, ao webdesign e ao webmarketing, e alguns feeds mais generalistas.

Lês através de um leitor online ou possuis um programa instalado no teu computador?
Uso mesmo o browser Firefox (que é praticamente o meu desktop) com várias extensões.


twitternotes – twit your notes

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twitternotes

O Sérgio Santos é web developper e estudante de Engenharia Informática na Universidade de Coimbra. Ex-coordenador da Revista PROGRAMAR, é organizador do evento TakeOff e integra a equipa de desenvolvimento web ideias3. Escreve no seu weblog sobre programação, projectos e os novos paradigmas da web.

Queres explicar nos o que é o TwitterNotes e para que serve.
TwitterNotes é simplesmente um serviço que permite aos utilizadores do Twitter, uma popular plataforma de microblogging, criar notas a partir das suas mensagens. O utilizador apenas necessita de colocar o símbolo ‘+’ antes da sua mensagem e esta será adicionada à sua lista de notas. Também permite catalogar as notas com ‘tags’, usando certos símbolos na mensagem.

É principalmente útil para os utilizadores frequentes do Twitter poderem tirar notas rápidas e para os que desejem uma forma simples de tirar notas nas mais variadas situações, aproveitando a grande quantidade e variedade de clientes para essa aplicação.

Que tecnologia usaram para criar o TwitterNotes? E porquê?
O TwitterNotes foi desenvolvido usando a framework Ruby on Rails. É uma framework que possibilita o desenvolvimento rápido de aplicações web, o que é particularmente importante para que o período entre a criação do conceito e a sua implementação seja curto. E trabalhar com uma linguagem de programação como Ruby e com as características que privilegiam as convenções como em Rails é sempre uma experiência agradável. Foi isso que nos possibilitou desenvolver o TwitterNotes em apenas uma semana.

Vocês são grandes fãs do Twitter?
Utilizamos o Twitter frequentemente. O meu colega – Alcides Fonseca – é mais activo, mas habituamo-nos os dois a usa-lo regularmente, principalmente como meio de comunicação, mas também como meio de informação. Graças à sua simplicidade, não só de utilização, mas também de conceito, tornou-se um serviço muito popular dando origem ao movimento agora conhecido como microblogging.

Até onde pode evoluir o twitternotes?
Neste momento estamos a considerar a adição de novas features, umas pedidas pelos utilizadores, como a possibilidade de criar notas privadas, e outras que sentimos serem necessárias para atrair uma margem maior de pessoas, como uma versão ‘mobile’ do website. Acreditamos que o TwitterNotes possa ser usado por um grande número de utilizadores do Twitter para os ajudar nas suas tarefas diárias.

Como vês o evoluir dos sites Web2.0 em Portugal?
Penso que estamos a evoluir no bom caminho. Já se vêm mais eventos relacionados e mais pessoas activas nesta área. Estamos a passar do uso indiscriminado da buzzword e das cópias de aplicações, para produtos diferentes, muitas vezes inovadores, tanto virados para o mercado interno como para o global. Assim que seja ultrapassado de vez o medo de tentar e por vezes falhar, poderemos ver Portugal como uma importante fonte para o desenvolvimento web.

Quantos feeds RSS subscreves? Lê através de um leitor online ou possui
um programa instalado no seu computador?

O meu leitor contém 78 subscrições. Uso o Google Reader porque senti a necessidade de ter as minhas leituras disponíveis em qualquer lugar, especialmente através de plataformas móveis, tarefa essa que o Google Reader desempenha eficientemente.


Entrevista a Marcos Cerqueira – Vivapets.com

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Chama-se Marcos Cerqueira, tem 35 anos e é da Maia, Porto. É licenciado em Gestão de Marketing e Sócio-gerente Memória Visual Lda.
Profissionalmente já esteve na Optimus Telecomunicações, 5 anos como gestor de projecto, antes de fundar a Memória Visual.
Tem cadela serra da Estrela chamada Petra e aceitou responder a uma mini entrevista para o naWeb2, sobre o vivapets.com.

Que tecnologias usaram para criar o vivapets.com?
O interface do Vivapets tem uma componente forte de Ajax, embora não seja de imediato aparente porque está mais aplicada em processos para agilizar o carregamento das páginas, rapidez e facilidade de navegação do que em grandes artifícios visuais. De qualquer forma o projecto irá evoluir cada vez mais, mesmo do ponto de vista visual, sempre tirando partindo da tecnologia para oferecer a melhor experiência de utilização possível.

O “Backoffice” e toda a base do projecto assenta na nossa plataforma de
gestão de portais Sitelab. Com inúmeros pontos de interacção e conteúdos gerados pelos utilizadores (wikis, fotos, tags, etc) está preparado para lidar da forma mais eficiente possível com todos os processos de validação, aprovação e publicação de conteúdos. É uma parte pouco visível mas essencial para o funcionamento do Vivapets.
De resto somos adeptos dos princípios Open-source, utilizando PHP e MySQL como tecnologias base.

Como foi recebida a noticia de que tinham saido na revista Business 2.0?
Enviamos um e-mail de apresentação e divulgação do novo projecto a algumas publicações internacionais de referência (principalmente nova economia e negócios) um dos quais dirigido ao Erick Schonfeld, editor da Business 2.0.
Entretanto recebemos um e-mail do próprio Erick, com umas simples perguntas (data de lançamento do projecto, etc). Como sabíamos que estavam a preparar uma peça sobre os projectos mais relevantes fora dos EUA ficamos em expectativa. Pouco tempo depois recebemos outro e-mail a confirmar que faríamos parte da lista e a partir dai fomos respondendo a algumas questões e enviando a informação que nos iam pedindo. Nessa altura também nos adiantaram qual seria a data de publicação, depois foi esperar pela publicação.

Como está a ser a experiência com o Arca de Noé?
Foi o catalisador desta aventura empresarial e um projecto fantástico que nos motiva imenso.
Tivemos um longo período de aproximadamente um ano a trabalhar no lançamento da nova versão. A versão anterior já não estava de acordo com a visão do que deveria ser a comunidade e foi algo difícil gerir as duas realidades em simultâneo. Os nossos utilizadores esperavam algo melhor, foi uma longa caminhada até poder desvendar-lhes a nova Arca de Noé e recompensar os membros que lhe dão o sentido.
Neste momento estamos a registar um crescimento muito grande a todos os níveis, brevemente deveremos ultrapassar a barreira dos 100.000 utilizadores registados e os 250.000 visitantes únicos por mês. Naturalmente estamos, muito contentes com a evolução, estamos apostados em expandir o projecto a nível internacional e já concentrados na próxima versão do projecto.

Se não existissem computadores nem a WWW o que se via a fazer?
Provavelmente a trabalhar em outra área que me motivasse bastante, música, automóveis… ou algo que neste momento não me é aparente! Criatividade, variedade e improvisação são factores importantes que deveriam fazer parte dessa realidade alternativa.

Como olha para a Web 2.0 Portuguesa?
Ainda com muito espaço para crescer. Precisam-se mais projectos inovadores, pessoas a apostar em inovação para dinamizar mais o meio em Portugal e em abrir portas para o mercado internacional. O ritmo de inovação é cada vez maior e só temos a beneficiar com um ambiente doméstico mais competitivo.

Quantos feeds RSS subscreve? Lê através de um leitor online ou
possui um programa instalado no seu computador?

Neste momento, ainda demasiados! Utilizo um leitor online, o pageflakes.com, tento passar rapidamente pelas noticias em destaque dos vários blogs e vou seleccionando algumas para ler em mais detalhe. Ainda assim não dispenso a consulta directa de alguns sites, como o obrigatório techcrunch.com.


Entrevista a Helder Santos, o Sr. goZub

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Vive em São Paulo e tem 39 anos. É formado em Engenharia e trabalhou durante alguns anos na Ericsson Brasil, mas viria a deixar a mesma em 2000 para lançar uma startup em Internet.
O Gozub é o seu último projecto online, como outros sites que estão para ser lançados pela Ventura, Intelligence, não possuem por trás nenhum investidor. É tudo bootstraping, isto é, o famoso capital FFF (de Family, Friends and Fools). O que não impede e é o objectivo, que tenham investidores, Angels ou estratégicos que suportem o seu crescimento, principalmente no que diz respeito à infraestrutura e expansão do seu mercado para países de línguas latinas.
Hoje são apenas 2 pessoas que dão suporte ao Gozub em termos de negócios e possuem uma equipa de desenvolvimento fora do Brasil.

Que tecnologia usaram para criar o goZub?
O Gozub foi feito inteiramente em Opensource LAMP (mais especificamente aqui PHP) e framework jquery no que tange a javascript. Esta tem sido a opção de todos os nossos projectos que estão para ser lançados, além do que alguns serão lançando em Ruby on Rails, o que não foi o caso do Gozub.

Como vêem o goZub daqui a 6 meses? Tem algum modelo de negócio para o mesmo?
Você pode perceber que estamos usando o google adsense nas páginas do site. Porém, caso o site não possua um número grande de usuários novos e recorrentes, a receita advinda do google adsense não é expressiva. Portanto, a curto prazo prevemos que após um acordo com os integradores e operadoras de Celular tenhamos um modelo de negócios calcado em Mensagens originadas pelo celular via SMS, onde teríamos os Gozubs gerados pelo celular. Daí é uma receita compartilhada pelas Operadoras connosco.

A “Ventura, Intelligence Ltda”, vai apresentar mais projectos online brevemente?
Sim, estamos com uma sequência de sites em desenvolvimento, todos WEB 2.0. Acreditamos que até o final do ano devemos lançar mais 5 sites, assim é nossa expectativa.

Como está a Web 2.0 a agitar a internet Brasileira?
Para ser sincero, não muito forte. Tirando o orkut que é um fenómeno nacional e único, pouco se ouve aqui em iniciativas de web 2.0. O público em geral conhece pouco ainda o Termo web 2.0, ficando muito no meio da blogosfera e dos meios de TI corporativos. Tem havido iniciativas de empresas de media porém ainda pequenas. Quanto ao número de sites nacionais, também pequeno.
Infelizmente, a ressaca da Bolha em 2000 ainda permanece nos meio investidor, o que demanda uma iniciativa empreendedora maior no que tange a investimentos, mesmo sabendo que o investimento necessário para se lançar um site hoje é bem menor do que aquele nos primórdios da Internet, principalmente devido ao Opensource.

Quantos feeds RSS subscreve? Lê através de um leitor online ou possui
um programa instalado no seu computador?

Eu tenho em torno de 50-60 feeds. Leio através do bloglines online.


yVinos – Comunidade online sobre vinhos

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yvinos.pngParece que as comunidades onlines sobre vinhos não param de crescer.
A yVinos chega-nos de Barcelona como nos contou o Alberto, o responsável pelo desenvolvimento do site. Aceitou responder a uma mini entrevista via e-mail para nos falar desta nova comunidade online que têm na retaguarda três pessoas, entre os quais um enólogo.

Como nasceu a ideia de uma comunidade sobre vinhos?
A yVinos nasceu, porque no mercado espanhol, não havia nada parecido.
Estamos influenciados por corkd, bottletalk , winelog, vinorati
Em Espanha de momento, só existem lojas que se dedicam a vender vinhos. Existem fóruns, weblogs, mas não uma comunidade online de aficionados ao vinho. Existe
verema.com mas acreditamos que tem um perfil demasiado técnico.

Qual o objectivo do yVinos?
Criar uma comunidade/rede social de gente aficionada ao mundo dos vinhos,
capaz de dar a sua opinião sem complexos sobre os vinhos que bebeu.

Como vê a yVinos daqui a um ano?
Espero que igual que agora, mas com mais vinhos e com uma comunidade forte que realize festas, eventos, provas, etc…

Que tecnologia usaram para criar a yVinos?
Drupal, juntamento com uns quantos módulos que facilitam o desenvolvimento de um serviço web como este.

Que outros projectos têm online?
Trabalho em internet há 7 anos, e já realizei várias páginas, algumas o melhor é nem as recordar actualmente, estou centrado em publicidade na internet.

Quantos feeds subscreve no seu leitor de RSS?
Pode parecer mentira mas não uso um leitor de RSS. Gosto de navegar e descobrir
coisas novas cada dia, claro que tenho as minhas páginas de referencia as quais leio duas a três vezes por dia.

Qual é para si a maior revolução nestes últimos tempos na internet?
Os weblogs, as redes sociais como myspace.


Criadores do mapmyname entrevistados

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We see MapMyName in a year as the unique, first, Scientific Social Network of the whole wide world.

O Tiago ( do weblog gadgetizer.com ) publica aqui uma excelente entrevista ( em inglês ) aos dois Portugueses criadores do mapmyname.


Entrevista – Paulo Nóbrega – mundoPT

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mundopt-logo.png

O Paulo Nóbrega do mundoPT.com , está ligado ao desenvolvimento de aplicações web desde 1996 e responde a algumas questões sobre Web2.0 e a realidade Portuguesa.

O directório mundoPT.com têm ainda dois serviços disponiveis para os seus utilizadores:
o tags, um agregador de links favoritos e o tribo, uma rede social.

Quantas pessoas estão por detrás do mundopt.com ? Como surgiu o sítio e qual o futuro para o mesmo.
O mundoPT.com é gerido por três pessoas, no entanto várias dezenas de editores voluntários colaboram diariamente mantendo o directório “limpo” e gerindo as suas respectivas categorias. O crescimento contínuo do projecto tem-nos motivado também à criação de canais temáticos, como forma de oferecer outros serviços aos nossos utilizadores.

Quantos feeds RSS subscreve, e como os lê?
Utilizo lifeare (linux) para ler os feeds RSS. Neste momento devo ter perto de 10 inscritos. Desde notícias até tecnologia, passando também por desporto.

Portugal, está bem servido em termos de sítios da dita Web2.0?
Fazem falta serviços inovadores na Internet nacional. Vêem-se várias cópias dos principais serviços denominados web2.0, mas infelizmente ainda não conseguimos desenvolver um serviço original. Pode ser que em breve esse serviço surja.

Como vê certos modelos de negócio da Web 2.0 enquanto apropriação privada do valor gerado pela comunidade? (sugiro a leitura deste artigo)
Cada vez mais a comunidade tem uma participação activa no crescimento da web. Essa situação é cada vez mais evidente no projectos denominados web2.0. Considero uma evolução normal, desde que a comunidade esteja ciente que os conteúdos que produz poderão gerar lucros aos sites onde as colocam. São as sinergias a funcionar. Uma mais valia que na minha opinião trás mais vantagens que desvantagens. Prevejo que no futuro, essa participação trará também lucros directos aos criadores de conteúdos.


Guilherme Felitti – um olhar brasileiro sobre Web 2.0

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Esta entrevista vêm na sequência deste artigo sobre o mestrado do Guilherme.

guilherme_felitti-pb.jpg

Como surgiu o seu interesse pela tecnologia?
Foi natural. Além do interesse em jogos de vídeo e um MSX na infância, costumava fazer sites antes de entrar na faculdade para ganhar dinheiro. Na faculdade de jornalismo, foi natural cair no jornalismo tecnológico.

Que resultados espera obter com o seu Mestrado?
Por mais que o mestrado parta de uma hipótese, há grandes chances de me surpreender com o assunto. A impressão que eu tenho, porém, é que o mercado brasileiro de web 2.0 ainda não é maduro o bastante para que novos players consigam se sustentar com um modelo económico baseado apenas no usuário.

Para além do Orkut, que outro software social é popular no Brasil?
Grande partes dos serviços sociais desenvolvidos no Brasil são baseados em modelos internacionais – então temos cópias do YouTube, do Digg, do Technorati – ao mesmo tempo que surgem umas suítes corporativas e de e-commerce com potencial, como o Aprex e o Boo-Box.

Como está a Web 2.0 a agitar a internet brasileira?
Por mais que o Brasil ainda apresente uma exclusão digital gigantesca, o usuário que tem acesso é entusiasta – o instituo Ibope anuncia recordes mensais de navegação dos brasileiros.
Existe um potencial gigantesco para serviços sociais no Brasil, mas esbarra-se em questões ainda culturais, vamos dizer assim.
A Web 2.0 no Brasil é adaptada. Como? A atual bagunça do Orkut é exemplo disto. Serviços de grandes portais que pedem a colaboração do usuário publicam muito conteúdo copiado de outras fontes.
Há, sim, serviços que se dedicam a este compartilhamento e interação propostos pela Web 2.0, como a Camisetaria, mas o Brasil ainda está procurando sua cara.

Quantos feeds RSS subscreve? Lê através de um leitor online ou possui um programa instalado no seu computador?
Pra falar a verdade, controlo meus links preferidos a partir do Chá Quente. Actualmente, são poucas as vezes que recorro para feeds, principalmente depois que perdi minha senha do Bloglines com uma lista além dos 100 sites.


Conhecer melhor quem nos têm na Blogroll

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O naWeb2 abre com este artigo uma nova categoria, na qual passaremos por exemplo a conhecer certos hábitos de navegação sobre quem nos têm na sua Blogroll.
O Ciberesfera é o weblog de Inês Amaral, professora e investigadora nas áreas da Cibercultura e Ciberjornalismo.

Que serviços ditos Web 2.0 usa?
Utilizo vários serviços da denominada Web2.0. Regularmente utilizo o Gmail, Flickr, Wikipedia, del.icio.us, Last.fm, Technorati, GoogleReader, Zamzar, YouTube, Zoho Creator, Slideshare e o tutoralicio.us.

Como foi o ano de 2006 para o Ciberjornalismo?
O ano de 2006 foi o ano mais dinâmico do Ciberjornalismo. Novos serviços e novas ferramentas trouxeram uma integração mais plena do multimédia, em estruturas verdadeiramente hipertextuais, e uma interacção com o utilizador mais eficaz. Em plena era do que Dan Gilmor chamou “cidadão-jornalista”, um bom exemplo da evolução do Ciberjornalismo é o novo site do jornal espanhol El País. O MultimediaShooter apresenta alguns dos melhores trabalhos de jornalismo multimédia publicados no ano passado: http://www.multimediashooter.com/wp/?p=103.

Quantos feeds RSS subscreve, e como os lê?
Subscrevo muitos feeds RSS! Quase 150… A leitura dos feeds é feita diariamente no GoogleReader.

Já utilizou algum serviço do género do LinkedIn?
Não.

Quem é o(a) senhor(a) que se segue?



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