Ofereço o livro: Marketing to the Social Web
Livros Março 3, 2011Para libertar o espaço aqui em casa e para premiar os leitores do naWEB2 tenho para oferecer a primeira edição do livro na sua versão em Inglês:
Marketing to the Social Web: How Digital Customer Communities Build Your Business
O seu autor é Larry Weber, um Americano que actua na área das RP e do marketing e que desde sempre esteve ligado à Internet, ao seu lançamento e promoção.
Quanto ao livro é uma ferramenta interessante de leitura facil.
Para alguns irá servir para entender algumas ideias para outros será a confirmação daquilo que têm vindo a fazer.
Para ganhar este livro, basta escrever um comentário sobre qual é na vossa opinião a melhor comunidade online em Portugal.
O vencedor do livro será escolhido por mim entre os melhores comentários a este artigo, o prazo termina no final deste mês de Março de 2011.
Irei enviar gratuitamente o livro apenas para uma morada em Portugal.
Boa sorte e obrigado por passarem por aqui.



Março 4th, 2011 at 0: 43
Eu sou um bocado biased a escolher a melhor comunidade online, porque já fiz parte e fui administrador de algumas. Como tal gostaria de partilhar alguma experiência sobre o que acontece com as comunidades de nicho.
As comunidades online nascem do hobby de alguém que tem alguns conhecimentos técnicos (quer os tenha directamente, ou através do conjugue, amigo, colega, etc…) e decide juntar-se com outras pessoas que têm algo em comum e criam uma comunidade à volta disso.
No final da década de noventa o encontro inicial dessas pessoas era feito no IRC nos canais do tópico. Depois estava associado um site com diversos conteúdos (Um joomla, um mambo, um phpBB, etc…) que juntavam notícias, fóruns de discussão, downloads, etc… Tecnologicamente o IRC era usado em tempo real, e os fóruns para comunicação assíncrona.
Entretanto o conjunto de pessoas que eram o core da organização da comunidade (e do site) acabavam o curso, casavam, deixavam de ter tanto tempo livre e era muito complicado a questão da herança da administração. A maior parte não arranjava substitutos e as comunidades morriam. As poucas que arranjavam, sem o core activo de contribuintes, a comunidade ficava enfraquecida e ia lentamente morrendo.
Juntamente a esta questão da administração, as próprias tecnologias ajudaram a matar muitas dessas comunidades. A primeira, pelo menos em Portugal, foi o MSN Messenger. Começou a popularizar-se bastante em Portugal e permitia apenas contacto entre duas pessoas (conversas em grupo foram adicionadas posteriormente, mas sem grande sucesso devido à sua usabilidade). Entretanto o IRC foi morrendo, e perderam-se os canais. Assim já não havia um ponto de encontro de fãs do tópico X. E sem o apoio dos canais síncronos, também os fóruns e CMS foram morrendo.
Chamo a esses anos (à volta de 2004) as dark ages para as comunidades. A fase seguinte entrou com a popularização dos blogs. Cada pessoa escrevia sobre as coisas que gostava, e através do google encontravam-se blogs de pessoas que gostavam das mesmas coisas.
Houve ainda tentativas de blogs em grupo, em que várias pessoas escreviam sobre um tema. Só me lembro de funcionar bem na esfera política, que ainda hoje sobrevivem. Lá por fora faziam-se planetas (agregadores de posts sobre um certo tema). Por cá não teve tanto sucesso, mas existiram uns poucos com as mesmas guerras que existiam nas comunidades 1.0.
Entretanto apareceu o twitter que veio revolucionar a coisa. E sou bastante céptico sobre o impacto do twitter. Em Portugal não foi nenhum. Uns 5 geeks e uns 2 ou 3 jornalistas e pouco mais. Mas foi o suficiente para a revolução porque eram esses geeks, jornalistas e aficcionados que tinham as capacidades de lançar comunidades. E de facto surgiram comunidades muito específicas em torno do formato e não do conteúdo. Como exemplos temos o MySpace para música, o Flickr para fotografia, e outros mais pequenos, como é o caso do ffffound, do we<3it que são mais de nicho.
Mas para a maioria do público todos esses (tirando o MySpace) eram irrelevantes. Actualmente existe apenas uma grande comunidade online: o Facebook. As comunidades por tópico foram tentadas introduzir com páginas, grupos, novos grupos (lista de contactos) mas não sucederam. Quanto muito há um curator para uma página do facebook de um determinado tema e ele vai adicionando notícias e conteúdo. Mas nada como antigamente.
Terminando aqui esta pequena história das comunidades online, sinto uma enorme nostalgia das minhas comunidades de eleição. Aprendi muito, conheci novas pessoas (até uma namorada), novos interesses, geria pequenas "guerras" nos fóruns, gastei muito dinheiro nos 56kbps para estar no IRC à noite sem os pais saberem. Gostava de voltar a essas comunidades, e anseio pela próxima geração que me traga o poder de juntar pessoas que gostam de um determinado tema, mas não demasiadas que perca o sentido de comunidade.
Para responder à pergunta em si, acho que a comunidade de mais sucesso hoje em dia é sem dúvida alguma o MySpace, que se centra na música (apesar de não ser esse o intuito do site). Quem quiser descobrir novas músicas e bandas, é sem dúvida um excelente local com comunicação entre pessoas (coisa que não acontece tanto no last.fm por exemplo).
Recomendo também o PalcoPrincipal, para quem gostar do tema, mas menos mainstream e falado em português: http://palcoprincipal.sapo.pt/.
E em termos de reconhecimento de carreira, gostaria de salientar o ClubOtaku (http://www.clubotaku.org/niji/), antigo concorrente a uma comunidade minha, que ainda hoje sobrevive e é actualizado.
Março 4th, 2011 at 12: 24
Olá.
Concordo bastante com o que o Sr. Alcides escreveu.. Não creio que exista uma melhor comunidade portuguesa, ou estrageira (for that matter).
Como não me posso alongar muito (work makes people busy
), julgo que a minha resposta (e a de muitos), será Facebook. Porque?
Primeiro: a sua dimensão. Impensável alguma comunidade online (pt ou n), ter tantos membros como os do Facebook (portugueses).
Segundo: o Facebook é uma comunidade que dá valor ao conceito “word of mouth”. Que outra comunidade consegue ter tanto sucesso em fazer com que os membros que a ela pertencem espalhem a palavra sobre aquilo que gostam ou têm em comum? Esse sempre foi o objectivo das comunidades online, desde o IRC até aos dias de hoje.
Terceiro: Internaçionalização. Qual a comunidade que não gostaria de poder partilhar os seus interesses/conteúdos através da Web com a facilidade que se faz no Facebook? (muito devido ao numero de utilizadores)
Quarto: Arrisco-me a dizer que Todas as comunidades “dignas” desse nome estão no Facebook (a não ser que o objectivo seja não se divulgarem).
Cumprimentos
@daniel8lopes
Março 16th, 2011 at 17: 58
Boa tarde,
Concordo realmente com o que o Daniel Lopes afirmou sobretudo com o quarto ponto. O Facebook agrega uma série de outras plataformas e o que lá se coloca, seja Youtube, Amazon, Twitter… Pode ser colocado qualquer link que direcciona o utilizador para o site desejado.
Além disso já viram bem o crescimento que esta comunidade online tem tido? No ultimo ano foi exponencial para qualquer target, não esquecendo o segmento com mais de 65 anos.
Engloba a função de comunidade online e de media social de uma forma maravilhosa.
Ponto A) Sociólogos defendem que o Facebook tem a desvantagem de promover a individualização. Eu, enquanto socióloga, tenho outro ponto de vista: acredito que cada vez mais as pessoas estabelecem contactos entre si e o Facebook em muito contribuiu. Perguntamos a amigos e desconhecidos opiniões sobre marcas; comentamos qualquer fotografia, publicação e/ou status com uma boa facilidade.
Ponto B)O público praticamente nem nota que está a ser alvo de publicidade e, muitas vezes, é ele que procura as marcas e torna-se fã das mesmas para ter acesso a informação/promoções em primeira mão… Sente-se um verdadeiro privilegiado e sortudo. Além disso, o Facebook potencia a personalização da oferta. No livro “Socialnomics” vem um exemplo que achei super original. Uma jovem mudou o estado da sua relação de “numa relação” para “noiva” e recebeu uma mensagem privada de um fotógrafo que realiza casamentos. É delicioso!
Ponto C) Quantos de nós não utilizam o Facebook como agregador de notícias para ver o que de mais importante está a acontecer no mundo de forma resumida? Caso do Japão e da Madeira…
Julgo que o Facebook veio mudar realmente as relações sociais e o modo de fazer publicidade (não esquecer o exemplo de uma editora brasileira que teve de cancelar a impressão de jornais para se dedicar à divulgação online) e o decréscimo no investimento, em 2009, nos meios de comunicação offline.
O lançamento deste tópico foi uma excelente idéia, não apenas pela oferta do livro, mas sim por dar origem a uma discussão que, no meu ponto de vista, é pertinente e interessante e que tem muito para ser dito. Defendo realmente o Facebook como comunidade online, aliás, é o tema da minha tese de mestrado.
Obrigada,
Margarida