Twitters portugueses
opiniao Setembro 16, 2008
Fotografia de Sam Crockett.
A opinião de Maria João Nogueira sobre a parte comunidade Portugueses no Twitter.
gosto sobretudo de ver Twitters portugueses, que são acompanhados por portugueses, a “falarem” uns com os outros em inglês.
Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008.
12 Comentários para “Twitters portugueses”
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Setembro 17th, 2008 at 9: 03
Eu sei que a comunidade portuguesa no Twitter é pequenina, mas nem mesmo assim me atreveria a classificá-la como um todo. Aliás, seria até presunçoso achar que conheço “a comunidade portuguesa no Twiter”.
É uma parte da comunidade, aliás, do que eu vi (e não aprofundei) são meia dúzia de Twiters.
Não vamos confundir o todo com a parte
A usarSetembro 17th, 2008 at 14: 36
Eu percebi. Já editei o post com a correcção.
A usarNovembro 4th, 2008 at 20: 55
Se déssemos todos ouvidos à Jonas, estaríamos tão tristemente sós
A usarNovembro 5th, 2008 at 0: 30
Pedro,
Eu sei que tu não és burro, acredito piamente naquilo que acabo de escrever. Dessa forma, resta-me apenas uma opção, que é tu não quereres perceber o que eu digo.
O argumento do orgulhosamente sós, não cola.
Eu percebo o argumento da relevância, e de sermos ouvidos lá fora, numa língua em que nos compreendam, mas a verdade é que são raros, raríssimos, os exemplos em que um português, no Twitter, tenha algo a acrescentar, de relevante, a inúmeros conteúdos, de qualidade, com mais conhecimento de causa, mais rapidamente. Não sou suficientemente presunçosa para achar que, no meio de milhares de contribuições válidas, a minha (ou a tua, já agora), tenha relevância para ser escrita em inglês, para chegar às massas. As massas estão-se cagando para o que nós temos para dizer, porque não é relevante.
Se eu fosse um génio, se calhar escreveria alguns posts em inglês.
A usarNovembro 5th, 2008 at 0: 44
Jonas,
não sou nem nunca fui especialista de nada, mas posso explicar-te o porque de se escrever em inglês no twitter
O twitter possui dois modos de conversação, privado e aberto, ora se quando eu quero trocar mensagens estritamente com portugueses faço-o em português, quando acho que o que escrevo pode ter interesse para os que me seguem e que não falam em inglês, faço-o também.
A génese do twitter é todos à escuta, e por isso faz sentido sim que mesmo quando falamos entre nós também o façamos em muitas situações em inglês, novamente te relembro da conversa que tivemos em que não nos podemos ‘limitar’ aquilo que é a nossa comunidade portuguesa e isso não nos diminui nem nos faz ser menores ou mais tontinhos que os restantes, só nos torna cidadãos do mundo e não só do mundo português
A usarNovembro 5th, 2008 at 0: 54
No post que escrevi e que foi aqui referido (e linkado, muito obrigada) referia-me especificamente a uma troca de mensagens, abertas, entre duas pessoas, portuguesas, que trabalham a poucos metros de distância, em inglês, sobre um assunto que não interessa a mais ninguém senão a eles próprios.
Ser cidadã do mundo não significa prescindir da minha língua, nem de parte minha identidade, muito pelo contrário.
Por último, a relevância e a credibilidade do que possamos escrever em inglês é muitíssimo afectada pela qualidade do inglês que praticamos. O meu inglês não é extraordinário, mas é suficiente para perceber que muito do inglês que se escreve por aí soa, (como dizer isto?), like shit!
A usarNovembro 5th, 2008 at 1: 27
Coitado do Ricardo
O teu post eu não li confesso mas como já não é a primeira vez que te vejo manisfestar sobre este assunto comentei também, mea culpa, mea culpa, mas os feeds estão todos atrasados
Quanto à tua resposta:
(…) referia-me especificamente a uma troca de mensagens, abertas, entre duas pessoas, portuguesas, que trabalham a poucos metros de distância, em inglês, sobre um assunto que não interessa a mais ninguém senão a eles próprios. (…)
Eu pergunto-te como é que podes concluir isso? e repara que eu nem sei o teor da conversa, mas dou-te um exemplo: quando duas pessoas falam em alto e bom som para outros ouvirem há sempre a hipótese de o fazerem com o intuito de serem ouvidos ou não?
Era esse o ponto que te levanto aqui, o facto de não poderes dizer isso uma vez que não conheces (porque é impossível sabermos a verdadeira intenção de quem as escreveu.
Eu não me sinto menos português por falar/escrever também em inglês.
Por último e não menos importante essa questão do perfeccionismo inglês só existe mesmo na cabeça de alguns, umas viagens a países de língua inglesa limpam-nos logo essa ideia e não sou só eu que o digo
Como referência, posso dizer-te que a nossa percepção linguística é redundante e consegue extrapolar o conteúdo essencial à conversação mesmo na presença de erros verbais graves, quando não o consegue temos regras para assinalar isso mesmo, existe em todas as línguas e faz parte do processo.
A usarNovembro 5th, 2008 at 1: 35
Se eu estiver numa sala, e alguém berrar qualquer coisa eu meu lado, eu oiço, porque não sou surda, não porque tenha subscrito o twitter dessa pessoa.
A usarQuanto às intenções das pessoas, bom, estão lá, escritas, e confesso que não acho que o estado mais ou menos pingado dos tampos das sanitas das casas de banho dos homens, do SAPO, seja um tema tão relevante e importante para tanta gente por esse mundo fora.
Novembro 5th, 2008 at 1: 50
Pedro e Jonas, eu e todos os leitores é que temos de agradecer a vossa participação.
Obrigado.
São sempre bem vindos a comentar neste blogue.
A usarNovembro 5th, 2008 at 1: 57
Ricardo, obrigada pela compreensão. Isto é um debate antigo, entre mim e o Pedro, que amiúde acontece nos corredores do SAPO. Acabamos sempre por concordar em discordar.
Gostei do teu comentário, foi um elegante “vamo-nos deitar que estes senhores querem ir-se embora”
A usarNovembro 5th, 2008 at 2: 26
Aqui as visitas não têm horas de chegar, nem nunca são horas de ir embora
A usarNovembro 5th, 2008 at 9: 54
O meu ‘Coitado do Ricardo’ já era isso mesmo um sinal de que era tempo de ir dormir…
Ricardo Obrigado!
A usar