Vive em São Paulo e tem 39 anos. É formado em Engenharia e trabalhou durante alguns anos na Ericsson Brasil, mas viria a deixar a mesma em 2000 para lançar uma startup em Internet.
O Gozub é o seu último projecto online, como outros sites que estão para ser lançados pela Ventura, Intelligence, não possuem por trás nenhum investidor. É tudo bootstraping, isto é, o famoso capital FFF (de Family, Friends and Fools). O que não impede e é o objectivo, que tenham investidores, Angels ou estratégicos que suportem o seu crescimento, principalmente no que diz respeito à infraestrutura e expansão do seu mercado para países de línguas latinas.
Hoje são apenas 2 pessoas que dão suporte ao Gozub em termos de negócios e possuem uma equipa de desenvolvimento fora do Brasil.

Que tecnologia usaram para criar o goZub?
O Gozub foi feito inteiramente em Opensource LAMP (mais especificamente aqui PHP) e framework jquery no que tange a javascript. Esta tem sido a opção de todos os nossos projectos que estão para ser lançados, além do que alguns serão lançando em Ruby on Rails, o que não foi o caso do Gozub.

Como vêem o goZub daqui a 6 meses? Tem algum modelo de negócio para o mesmo?
Você pode perceber que estamos usando o google adsense nas páginas do site. Porém, caso o site não possua um número grande de usuários novos e recorrentes, a receita advinda do google adsense não é expressiva. Portanto, a curto prazo prevemos que após um acordo com os integradores e operadoras de Celular tenhamos um modelo de negócios calcado em Mensagens originadas pelo celular via SMS, onde teríamos os Gozubs gerados pelo celular. Daí é uma receita compartilhada pelas Operadoras connosco.

A “Ventura, Intelligence Ltda”, vai apresentar mais projectos online brevemente?
Sim, estamos com uma sequência de sites em desenvolvimento, todos WEB 2.0. Acreditamos que até o final do ano devemos lançar mais 5 sites, assim é nossa expectativa.

Como está a Web 2.0 a agitar a internet Brasileira?
Para ser sincero, não muito forte. Tirando o orkut que é um fenómeno nacional e único, pouco se ouve aqui em iniciativas de web 2.0. O público em geral conhece pouco ainda o Termo web 2.0, ficando muito no meio da blogosfera e dos meios de TI corporativos. Tem havido iniciativas de empresas de media porém ainda pequenas. Quanto ao número de sites nacionais, também pequeno.
Infelizmente, a ressaca da Bolha em 2000 ainda permanece nos meio investidor, o que demanda uma iniciativa empreendedora maior no que tange a investimentos, mesmo sabendo que o investimento necessário para se lançar um site hoje é bem menor do que aquele nos primórdios da Internet, principalmente devido ao Opensource.

Quantos feeds RSS subscreve? Lê através de um leitor online ou possui
um programa instalado no seu computador?

Eu tenho em torno de 50-60 feeds. Leio através do bloglines online.