Chama-se Marcos Cerqueira, tem 35 anos e é da Maia, Porto. É licenciado em Gestão de Marketing e Sócio-gerente Memória Visual Lda.
Profissionalmente já esteve na Optimus Telecomunicações, 5 anos como gestor de projecto, antes de fundar a Memória Visual.
Tem cadela serra da Estrela chamada Petra e aceitou responder a uma mini entrevista para o naWeb2, sobre o vivapets.com.
Que tecnologias usaram para criar o vivapets.com?
O interface do Vivapets tem uma componente forte de Ajax, embora não seja de imediato aparente porque está mais aplicada em processos para agilizar o carregamento das páginas, rapidez e facilidade de navegação do que em grandes artifícios visuais. De qualquer forma o projecto irá evoluir cada vez mais, mesmo do ponto de vista visual, sempre tirando partindo da tecnologia para oferecer a melhor experiência de utilização possível.
O “Backoffice” e toda a base do projecto assenta na nossa plataforma de
gestão de portais Sitelab. Com inúmeros pontos de interacção e conteúdos gerados pelos utilizadores (wikis, fotos, tags, etc) está preparado para lidar da forma mais eficiente possível com todos os processos de validação, aprovação e publicação de conteúdos. É uma parte pouco visível mas essencial para o funcionamento do Vivapets.
De resto somos adeptos dos princípios Open-source, utilizando PHP e MySQL como tecnologias base.
Como foi recebida a noticia de que tinham saido na revista Business 2.0?
Enviamos um e-mail de apresentação e divulgação do novo projecto a algumas publicações internacionais de referência (principalmente nova economia e negócios) um dos quais dirigido ao Erick Schonfeld, editor da Business 2.0.
Entretanto recebemos um e-mail do próprio Erick, com umas simples perguntas (data de lançamento do projecto, etc). Como sabíamos que estavam a preparar uma peça sobre os projectos mais relevantes fora dos EUA ficamos em expectativa. Pouco tempo depois recebemos outro e-mail a confirmar que faríamos parte da lista e a partir dai fomos respondendo a algumas questões e enviando a informação que nos iam pedindo. Nessa altura também nos adiantaram qual seria a data de publicação, depois foi esperar pela publicação.
Como está a ser a experiência com o Arca de Noé?
Foi o catalisador desta aventura empresarial e um projecto fantástico que nos motiva imenso.
Tivemos um longo período de aproximadamente um ano a trabalhar no lançamento da nova versão. A versão anterior já não estava de acordo com a visão do que deveria ser a comunidade e foi algo difícil gerir as duas realidades em simultâneo. Os nossos utilizadores esperavam algo melhor, foi uma longa caminhada até poder desvendar-lhes a nova Arca de Noé e recompensar os membros que lhe dão o sentido.
Neste momento estamos a registar um crescimento muito grande a todos os níveis, brevemente deveremos ultrapassar a barreira dos 100.000 utilizadores registados e os 250.000 visitantes únicos por mês. Naturalmente estamos, muito contentes com a evolução, estamos apostados em expandir o projecto a nível internacional e já concentrados na próxima versão do projecto.
Se não existissem computadores nem a WWW o que se via a fazer?
Provavelmente a trabalhar em outra área que me motivasse bastante, música, automóveis… ou algo que neste momento não me é aparente! Criatividade, variedade e improvisação são factores importantes que deveriam fazer parte dessa realidade alternativa.
Como olha para a Web 2.0 Portuguesa?
Ainda com muito espaço para crescer. Precisam-se mais projectos inovadores, pessoas a apostar em inovação para dinamizar mais o meio em Portugal e em abrir portas para o mercado internacional. O ritmo de inovação é cada vez maior e só temos a beneficiar com um ambiente doméstico mais competitivo.
Quantos feeds RSS subscreve? Lê através de um leitor online ou
possui um programa instalado no seu computador?
Neste momento, ainda demasiados! Utilizo um leitor online, o pageflakes.com, tento passar rapidamente pelas noticias em destaque dos vários blogs e vou seleccionando algumas para ler em mais detalhe. Ainda assim não dispenso a consulta directa de alguns sites, como o obrigatório techcrunch.com.